
Em assembleia realizada pelo Sindicato dos Servidores Públicos Municipais (Sindspam) logo após sessão na Câmara Municipal que aprovou o reajuste proposto pela Prefeitura Municipal de 6,56%, a categoria decidiu rejeitar a greve, mas aprovou a construção de um calendário de paralisações. Segundo o vice-presidente do Sindspam, Lucinei Custódio, a decisão reflete a divisão entre os servidores e a insatisfação com as condições de trabalho oferecidas pela prefeitura.
"A proposta é a seguinte, a gente rejeita a greve e constrói um calendário de luta permanente, até o fim do ano ou até a próxima negociação salarial", afirmou Custódio.
O vice-presidente do sindicato destacou que a assembleia revelou uma divisão entre os servidores. "Uma parte dos servidores queriam fazer greve. A outra parte dos servidores entendeu que tem muito pouca gente aqui disposta a fazer greve. A maioria dos servidores tem o desejo de gritar, tem o desejo de luta. Eles não se conformam com os vereadores terem aprovado uma proposta que foi rejeitada pela categoria numa assembleia de mais de 500 servidores. Então, os servidores estão chateados."
Custódio explicou que uma nova assembleia será convocada para definir os dias e unidades de paralisação. "A decisão é que vai ser chamada uma nova assembleia no sindicato, onde os servidores vão começar agora a construir dias de paralisação, unidades de paralisação. Então, nós vamos construir dentro dessa assembleia, onde os servidores vão até as unidades, essas paralisações mostrando a falta de condição de trabalho que a prefeitura tem dado para os servidores, mostrando a questão de assédio moral, de perseguição."
A decisão de rejeitar a greve, segundo o sindicalista, foi influenciada pela postura da prefeitura e dos vereadores. "Então, nós vamos buscar agora as condições de trabalho, que eram outras reivindicações que nós tínhamos dentro do nosso acordo coletivo, nas cláusulas sociais e começar a mostrar para a sociedade tudo o que está faltando dentro das unidades, a falta de funcionários, as faltas de condições de trabalho."
A estratégia dos servidores, segundo Custódio, é divulgar para a população e a imprensa as dificuldades enfrentadas no serviço público. "É isso que vai ser levado para a população, para que tenha conhecimento, e para a imprensa, para que todos possam nos ajudar em volta dessas demandas", finalizou.