
O vereador Leandro Guerreiro (PL) esclareceu que não chamou os servidores públicos de "vagabundos" e reforçou que seu posicionamento se limitou à defesa do reajuste salarial proposto pela Prefeitura. A polêmica teve início após uma manifestação de profissionais da educação, que protestaram em frente a uma escola exibindo cartazes interpretados como uma resposta ao parlamentar.
A proposta do Executivo prevê um aumento de 6,56% nos vencimentos dos servidores, sendo 5,06% referentes à reposição inflacionária (IPCA) e 1,5% de aumento real. Além disso, o vale-refeição foi reajustado em R$ 195,00, passando de R$ 1.005,00 para R$ 1.200,00. Também houve redução na contribuição dos servidores para a cesta básica, beneficiando especialmente os trabalhadores das faixas salariais mais altas, cuja contribuição foi reduzida de 60% para 40%.
Paralisação questionável
A movimentação dos servidores da educação despertou muita desconfiança no vereador. Na noite de terça-feira, 31, um pai de aluno informou ao parlamentar que recebeu um bilhete comunicando a suspensão das aulas em um Centro Municipal de Educação Infantil (Cemei) no dia 1º de abril, coincidindo com a data de uma manifestação programada em frente à sede do Legislativo (prédio Euclides da Cunha).
Guerreiro também expressou grande preocupação com o fato de essa paralisação não ter sido oficialmente determinada pela Secretaria Municipal de Educação (SME), órgão que detém a competência jurídica para tal decisão. Para o edil, essa situação sugere uma mobilização política disfarçada de ato sindical. “Política se faz com seriedade, argumentação e debates”, observou o edil. “Não podemos manipular os servidores da educação e prejudicar a rotina de pais e alunos”, afirmou o camarista.
Na sessão ordinária desta terça-feira, 1º, a Câmara Municipal irá apreciar o reajuste proposto pelo prefeito Netto Donato (PP). Vale destacar que São Carlos oferece a reposição salarial mais significativa da região, superando cidades como Ribeirão Preto, que ofereceu apenas o IPCA (5,06%), Porto Ferreira (3%), Rio Claro (4,56%) e Pirassununga (4,83%, já aprovado). “Não podemos esquecer que o prefeito Netto excluiu os cargos de confiança deste aumento, de modo que eles não receberão um centavo sequer”, concluiu Guerreiro.