
A greve dos entregadores do iFood afeta o serviço de delivery oferecido pelos restaurantes em São Carlos nesta segunda-feira (31). O SCA apurou que redes de lanchonetes, como o McDonald's e Burguer King, suspenderam os pedidos pelo aplicativo.
A reportagem também recebeu informações de que, em outros locais, os pedidos estão se acumulando. A situação deve se agravar com a chegada da noite, quando a demanda aumenta, especialmente em um dia chuvoso como hoje.
"Basicamente, paramos como podemos. Tem muito motoboy na rua, na frente dos estabelecimentos, fazendo o que pode para que outras pessoas não coletem. Sempre tem um ou outro que acaba batendo de frente, mas estamos tentando manter a organização", afirmou a entregadora Marilla Gabrieli Anselmo Paulino.
Um dos desafios enfrentados pelos grevistas é a existência de plataformas terceirizadas. Segundo ela, os donos dessas empresas não querem a paralisação, pois teriam que pagar mais para seus próprios motoboys. Para evitar adesão à greve, essas empresas estão lançando promoções e incentivos aos entregadores que continuam trabalhando.
"O que estamos tentando fazer é garantir que ninguém retire pedidos. Ninguém vai retirar pedido, não vai poder", explicou Marilla, destacando que a manifestação está ocorrendo de forma pacífica, sem qualquer tipo de confronto.
Os entregadores estão mobilizados desde as 8h da manhã e, ao meio-dia, fizeram uma pausa para almoçar na doca de um shopping da cidade. A expectativa é que a paralisação continue até o período da noite, buscando impactar as operações do iFood e dos restaurantes parceiros.
Segundo o Sindicato dos Mensageiros Motociclistas, Ciclistas e Mototaxistas do Estado de São Paulo (Sindimotosp), os entregadores pedem a definição de uma taxa mínima de R$ 10 por corrida até quatro quilômetros; aumento do valor para R$ 2,50 por km; limitação das entregas por bicicletas a um raio máximo de três quilômetros; e o pagamento integral de taxa por cada um dos pedidos, mesmo em entregas agrupadas na mesma rota.
Em nota, a empresa Ifodd informou que está avaliando um aumento para este ano na taxa mínima de entrega. “Estamos atentos ao cenário econômico e estudando a viabilidade de um reajuste para 2025 ”