
A paralisação dos entregadores do iFood segue nesta terça-feira (1) em São Carlos, gerando impactos no funcionamento de restaurantes e na logística de entrega de pedidos. A manifestação, organizada pela categoria, busca melhores condições de trabalho e reajuste na remuneração por entrega.
Em pelo menos duas ocasiões, a Polícia Militar precisou ser acionada para intervir em situações de conflito. No primeiro caso, ocorrido em um restaurante no Centro, o proprietário alegou que manifestantes estavam impedindo entregadores que não aderiram à greve de retirarem os pedidos. Com a chegada da PM, ficou acordado que os pedidos já feitos seriam entregues, mas que novas solicitações não seriam aceitas durante a paralisação.
Uma situação semelhante ocorreu em outro restaurante localizado no bairro Cidade Jardim, onde a presença da Polícia Militar também foi necessária para mediar a situação.
As reivindicações dos entregadores são apoiadas pelo Sindicato dos Mensageiros Motociclistas, Ciclistas e Mototaxistas do Estado de São Paulo (Sindimotosp). Entre as principais demandas da categoria estão a definição de uma taxa mínima de R$ 10 por corrida até quatro quilômetros; aumento do valor por quilômetro rodado para R$ 2,50; limitação das entregas por bicicleta a um raio máximo de três quilômetros; e o pagamento integral da taxa por cada pedido, mesmo em entregas agrupadas na mesma rota.
A paralisação segue sem previsão de término, enquanto os trabalhadores aguardam negociações com a plataforma de delivery para discutir suas reivindicações.