
A manhã de segunda-feira, 10 de fevereiro, ficará eternizada para Mário Porfírio de Abreu, 62 anos, vítima de uma parada cardíaca enquanto aguardava o transporte público. Por volta das 9h, ele caminhada em direção ao ponto de ônibus na Avenida São Carlos, em frente a Catedral, para retornar à sua casa no Jardim Jockey Club após pagar algumas contas e fazer a ‘fezinha’ em uma casa lotérica.
Até então, tudo normal. Mas..., sempre tem um ‘mas’... Ele sofreu a grave enfermidade e caiu desfalecido na calçada, sendo rapidamente socorrido pelo SAMU e Corpo de Bombeiros. Encaminhado à Santa Casa de São Carlos, recebeu atendimento de emergência e foi estabilizado na unidade coronariana, onde iniciou o tratamento necessário para sua recuperação.
Mas a história desse corintiano de coração começa aí. Restabelecido, ele quer conhecer os seus “anjos” da guarda. Casado com Adriana Benevides de Abreu, é pai de Samuel, Felipe, Jéssica e Bruna. Além de ser vovô “coruja” e Thiago e Camilly.
Internado na UTI Coronariana da Santa Casa de São Carlos, ele recebeu os cuidados dos médicos Almir Rodrigues Gonsalves, Bruno Henrique Brait da Silva, Rafaelle Silva Santos e Carlos Eduardo Soligo. “Quero agradecer de todo o coração o carinho, empatia e amor que tiveram comigo. Bem como a todos os enfermeiros”, disse Mário em entrevista ao São Carlos Agora, salientando que ficou internado até o dia 1 de março. “Foram três semanas onde lutei pela vida”, lembra, salientando que recebeu um implante CDI, um aparelho que mantém os batimentos cardíacos..

Quer conhecer os seus anjos
Sobre o dia quando teve o mal súbito, Mário pouco lembra. Mas não esquece de uma mulher que ao ver caído, acionou o socorro médico. Ela é Karina Fernanda Amaro Braga, a sua primeira “anja”, que não conhece pessoalmente. “Acredito que se não fosse ela, poderia ter ocorrido algo pior”, reconheceu.
Mas Mário vai mais além. Não sabe quem são os socorristas do SAMU e da unidade resgate do Corpo de Bombeiros. “Eles me ressuscitaram. Me trouxeram a vida. Gostaria imensamente de poder olhar nos olhos deles, agradecer e poder dar um abraço de gratidão”, disse. “Fiquei sabendo que tive uma morte súbita apartada. O termo que eles teriam usado”, emendou.
Vida moderada
Refeito do susto, Mário vive agora uma vida moderada, tranquila. “O curioso é que um mês antes, fiz um check-up geral e não foi constatado nenhum problema em meu organismo”, revelou.
Após a alta hospitalar, Mário informou que os médicos solicitaram que ele deixasse o trabalho e deixar o esforço de lado. “Ter uma vida tranquila. Hoje, vejo ela diferente, pois mudou tudo. Desde a alimentação, os afazeres do dia a dia e até mesmo em meu comportamento. Mas aprendi que temos que viver a vida. Ela é curta. Então serei 100% família, estarei ao lado dos meus familiares e amigos e procurar ser feliz. Mas quero antes agradecer a todos aqueles que permitiram que eu pudesse ter essa segunda chances. A Karina, aos profissionais do SAMU e do Corpo de Bombeiros. São meus heróis, meus anjos”, finalizou.

